Angola prepara-se para o primeiro censo geral desde sua independência

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Angola vai ter, neste mês de maio, o primeiro censo geral de população e habitação desde 1975. As estimativas atuais apontam para um país com 21 milhões de habitantes. O processo vai custar 50 milhões de dólares.

Os últimos dados sobre a população angolana residente no país datam de 1970, altura em que se estimou viverem cerca de seis milhões de habitantes neste país da costa ocidental africana. 40 anos depois, Angola prepara-se para lançar um processo à escala nacional que vai permitir “tirar a fotografia” do número de habitantes e às condições de vida do país.

O censo terá início no dia 16 de maio e ocorrerá durante 15 dias. As autoridades do país estimam que com o recenseamento da população possam ter uma nova visão sobre as necessidades, assim como sobre as infraestruturas que faltam. O processo vai ainda contabilizar o número das profissões e do regime de vínculo dos angolanos às empresas.

O país deverá se beneficiar com os dados que forem recolhidos, na medida em que poderão ser usados para destacar novos programas e estratégias governamentais para melhorar a qualidade de vida dos angolanos.

Formação de técnicos

O diretor-geral do Instituto Nacional de Estatística (INE), Camilo Ceita, acredita que quem tem acesso à comunicação social vai estar envolvido no ato censitário. “Podemos afirmar que toda a população de Angola que tem acesso a televisão, rádio e jornais já ouviu, pelo menos, falar sobre o que é o censos”, comenta.

Por todo o país, estão sendo realizadas várias formações a candidatos a recenseadores. Angola vai ter 71.281 profissionais nas ruas das 18 províncias do país. “Vamos formar 91 mil recenseadores e supervisores e destes vamos escolher 71.281 profissionais. Quando acabarmos a formação, vamos fazer escolhas começando por aqueles que tiveram notas melhores”, explica Camilo Ceita.

Estima-se que a atual população de Angola seja de 21 milhões de habitantes, mas os números só poderão ser confirmados com os resultados do processo, que devem ser conhecidos alguns meses depois do fim do censo.

Fonte: Deutsche Welle via ASSECOM/UNILAB

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