Instituto de formação dos PALOP construído na Huíla

Fotografia: Arimateia Baptista | Lubango

Fotografia: Arimateia Baptista | Lubango

O Programa de Investimentos Públicos (PIP) para a província da Huíla prevê para o próximo ano a construção do Instituto de Formação em Gestão e Economia dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), no Lubango, anunciou ontem o governador provincial, João Marcelino Tyipinge.

Prevista está também a construção e apetrechamento de residências para professores e a construção de uma escola de quatro salas de aulas no município de Caluquembe.

O programa, disse, contempla ainda a construção e apetrechamento de uma escola de seis salas de aulas no Rio de Areia e de um posto de saúde na localidade de Ndongue, ambos no município dos Gambos.

Na cidade do Lubango, vai ser construída em 2016 o Centro Regional do Instituto de Formação de Administração Local (IFAL), bem como a construção de um Serviço Integrado de Atendimento ao Cidadão (SIAC). Estudos para a reabilitação das barragens e perímetros irrigados do Waba, Caconda, Chicungo, Kue I, Sendi, no Quipungo e das Neves, na Humpata, são outros projectos a serem executados pelo Governo Provincial da Huíla.

João Marcelino Tyipinge informou que o sector de hotelaria e turismo vai ser reforçado com a construção e apetrechamento do Hotel Infotur da Huíla e vai ser feito um estudo, reabilitação e ampliação do Hospital da Igreja Evangélica Sinodal de Angola (IESA), no município de Caluquembe.

Também vai ser reabilitada a estrada que liga o município da Bibala, província do Namibe, ao Lubango, na Huíla. O estudo e construção da circular da cidade do Lubango, reabilitação da estrada que liga os municípios de Caconda a Chipindo, reabilitação da estrada Quipungo-Chicomba-Caconda, são outros projectos de vulto a serem desenvolvidos no próximo ano.

Equipamentos sociais

O governador provincial da Huíla informou que vão ser construídas as infra-estruturas da centralidade da Quilemba e as infra-estruturas integradas do Lubango, electrificação e ligações domiciliares do Lubango e Matala, reabilitação e expansão do sistema de abastecimento de água no município de Cacula, construção e apetrechamento do Hospital Municipal de Caluquembe e materno-infantil e pediátrico da Huíla.

Outras obras dizem respeito à reabilitação, ampliação e apetrechamento do Instituto Médio Agrário do Tchivinguiro, na Humpata, construção e apetrechamento do centro de Ensino Superior e ampliação do Instituto Superior Politécnico da Huíla, bem como a construção e apetrechamento do Lar da Pessoa Idosa.

O valor previsto no Orçamento Geral do Estado para 2016 está muito aquém do que se desejava fazer para as populações, mas o responsável provincial referiu que houve uma evolução no Programa de Investimentos Públicos (PIP) do próximo ano em relação a 2015.

O novo OGE é o possível em virtude da diminuição das receitas devido à baixa do preço do petróleo no mercado internacional, principal fonte de financiamento do Estado, disse. “É neste contexto macroeconómico difícil que o Governo Provincial realizou, em Outubro deste ano, o Invest-Huíla 2015, a fim de incentivar o investimento privado para captar recursos e potenciar projectos de investimento de modo a dinamizar a agro-indústria e outros sectores eleitos como prioridades para a província”.

A dotação orçamental prevista para a província da Huíla no OGE para 2016 é de 58.063.282.668,00 kwanzas. Deste valor, indicou, 14,92 por cento está destinado aos serviços públicos gerais, sendo que a Educação fica com 49,09  por cento, a Saúde com 20,19 por cento, protecção social com 2,54 por cento, a Habitação e Serviços Comunitários com 12,96 por cento e agricultura, silvicultura e pescas com 0,03 por cento. O governador João Marcelino Tyipinge referiu-se ainda à realização de acções de formação para gestores públicos, orientada pela Direcção dos Serviços Fiscais da Administração Geral Tributária, de modo a “optimizar o potencial de receitas fiscais que a economia é capaz de gerar”.

No mundo actual e também na sociedade, em que o valor da vida começa a ser avaliado por parâmetros simplesmente materialistas, o Estado deve adoptar políticas para resgatar o espírito de paz, de solidariedade e fraternidade, que sempre caracterizou a cultura do povo, referiu.

Fonte: Jornal de Angola

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