Relatório da Missão Ripes/Proinst/Unilab – Macau

                                                                 Redenção, 30 de setembro de 2014.

PROCESSO RIPES Nº 23282.000945/2012-50
PROCESSO UNILAB Nº 23282.001164/2014-44 e 23282.001107/2014-65

INSTITUIÇÃO: Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB) / Pró-Reitoria de Relações Institucionais (PROINST/UNILAB)

REPRESENTANTES: Profª Drª Nilma Lino Gomes (Magnífica Reitora da UNILAB), Prof. Dr. Cássio Florêncio Rubio (Pró-Reitor de Relações Institucionais) e Carla Filipa Paiva (Gestora do Projeto RIPES).

DESTINO: Macau (China) / Universidade de Macau / XXIV Encontro da Associação das Universidades de Língua Portuguesa – AULP (17 e 19 de setembro de 2014)

PERÍODO: 12 a 25 de setembro de 2014

MOTIVO DA VIAGEM: Apresentação e representação da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB) e da Rede de Instituições Públicas de Ensino Superior (RIPES) no XXIV Encontro da Associação das Universidades de Língua Portuguesa – AULP

 

Objetivo da Viagem:

A viagem a Macau, Região Administrativa Especial da China, teve como objetivo apresentar e representar a UNILAB e a RIPES no XXIV Encontro da AULP, que ocorreu na Universidade de Macau e no Instituto Politécnico de Macau, na China, entre os dias 17 e 19 de setembro de 2014. Em relação à UNILAB, houve a apresentação do estágio atual de desenvolvimento da instituição e também das perspectivas futuras. Concernente a RIPES, foram apresentadas as ações já realizadas para a implementação da RIPES e também as futuras ações, a se realizarem nos próximos anos.

 

Importância do Evento:

O XXIV Encontro da Associação das Universidades de Língua Portuguesa (AULP), realizado entre 17 e 19 de setembro de 2014, na Universidade de Macau e no Instituto Politécnico de Macau, em Macau-China, teve como objetivo reunir os dirigentes de Universidades de Língua Portuguesa para, em primeiro lugar, debater temas diversos relacionados à difusão das línguas portuguesa e chinesa e também a colaboração acadêmica no ensino superior. Além disso, o Encontro abre espaço para que os dirigentes das Universidades possam estabelecer contatos e parcerias entre instituições, fortalecendo os laços e propondo agendas de trabalho, projetos e pesquisas em comum.

 

Deslocamento, Programa do Evento e Forma de Participação dos Representantes:

Deslocamento – 12 a 15 de Setembro de 2014

Os representantes da UNILAB partiram de Fortaleza no dia 12 de setembro e chegaram a Lisboa no dia 13 de setembro. No dia 14 de setembro, a gestora do Projeto RIPES, em Lisboa, Carla F. Paiva, juntou-se ao restante da equipe para seguir viagem com destino a Macau. A viagem foi realizada em duas etapas, com escala (stop-over) em Dubai. De Dubai, após três horas, seguiu-se para Hong Kong. A equipe chegou a Hong Kong, aproximadamente às 15h do dia 15 de setembro. O restante da viagem, de Hong Kong a Macau, foi percorrido de barco, com duração de aproximadamente 1 hora. A chegada da missão ao Hotel Gran Lapa Macau se deu próximo das 19h. Houve problema com a reserva efetuada pela Comunidade dos Países de Língua Portuguesa – CPLP, entretanto, após vários telefonemas e tentativas por parte do Dr. Carlos Gonçalves, da Direção de Cooperação, que se encontrava no Secretariado Executivo da CPLP – SECPLP, a questão foi solucionada. O pagamento integral das despesas com a estadia da equipe foi efetuado.

 

16 de Setembro de 2014

A equipe UNILAB-RIPES foi obrigada a permanecer no Hotel Gran Lapa Macau em virtude da passagem, pela região, do tufão Kalmegiane. O tempo foi aproveitado para tratar de detalhes do projeto, os problemas enfrentados durante a organização e execução da Missão a Macau e as questões pontuais relacionadas com a Reitoria da UNILAB e o projeto RIPES. A recepção prevista para os participantes do Evento no Consulado-Geral de Portugal, em Macau, foi cancelada.

 

17 de Setembro de 2014: 1º dia do Encontro

O primeiro dia do Encontro se iniciou com a Sessão Solene de Abertura, no campus da Universidade de Macau. Houve três discursos, começando com o Magnífico Reitor da Universidade de Macau, Prof. Dr. Wei Zhao; logo após, o Presidente da AULP e Reitor da Universidade Lúrio de Moçambique, Prof. Dr. Jorge Ferrão, terminando com o representante do Governo da Região Administrativa Especial de Macau (RAEM). Os discursos continham traços comuns, ligando questões-chave, como a importância da difusão das línguas portuguesa e chinesa e a ideia de lusofonia num contexto de novas oportunidades: o turismo, o desenvolvimento local (via a diversificação das economias locais/regionais), a integração e diversidade sociocultural, sendo a CPLP um ponto estratégico e provável ponte entre os países-membros, a China e a região de Macau. Confrontamos um tempo de grande mudança, disseram os narradores que apelaram à aproximação linguística-cultural para abrir caminho para a maior colaboração em áreas anteriormente inexistentes ou sub-exploradas, como a esfera acadêmica. Esses caminhos dependem da união, solidariedade e esforços dos vários intervenientes que partilham desses e nesses processos. Foi dito que uma das maiores fontes de apoio financeiro à AULP tem sido a Fundação Macau e estão previstos para o ano de 2015 quatro milhões de dólares americanos da CAPES, para financiar projetos de pesquisa acadêmica e a mobilidade de discentes e docentes.

Na sequência, houve uma apresentação de vídeo dos ministros do Brasil, Prof. Dr. Clélio Campolina Diniz, e de Portugal, Prof. Dr. Nuno Crato, para a área da Ciência, Tecnologia e Inovação e Educação e Ciência, respectivamente. Destacou-se a mensagem do ministro brasileiro, por ter dado a conhecer o projeto do Governo Federativo do Brasil para África, sobre a bandeira Pró-África, enfatizando os dois milhões de reais destinados a novas iniciativas, como a mobilidade acadêmica, a pesquisa acadêmica e a retomada de relações com países como Timor-Leste.

A manhã se encerrou com um almoço oferecido pela Universidade de Macau.

A tarde se iniciou com a introdução do 1º tema do Encontro: Redes de Ensino Superior. O primeiro orador, Prof. Dr. João Sebastião Teta, secretário de Estado da Ciência e Tecnologia de Angola, tratou do tema: “A Reforma do Ensino Superior em Angola”, começando com uma visão histórica de Angola, desde o colonialismo até a atualidade. O secretário de Estado angolano concentrou-se nas questões recentes, no período pós-guerra e na consolidação do processo democrático e, além disso, nas grandes mudanças no panorama socioeconômico em Angola. Hoje, Angola tem novas estradas, ferroviárias e imóveis. Contudo, continua a sentir a força dos desafios que  confronta, especialmente no ensino superior. Por exemplo: a maioria dos órgãos não tem corpo docente qualificado. O período de paz que se faz sentir também aponta, segundo o secretário, para outros desafios/necessidades, nomeadamente no Ensino Superior, tais como:

  • Melhorar a qualidade do ensino superior;
  • Formar doutores, e melhorar o desempenho científico dos docentes;
  • Diminuir o desemprego dos docentes;
  • Formar pedagogicamente os docentes;
  • Aumentar o número de alunos em tempo parcial;
  • Elaborar e, pôr em prática, o Plano Nacional de Formação de Quadros e a Estratégia Nacional de Formação de Quadros.

Após esta apresentação, seguiram-se oito intervenções, expondo a diversidade dos palestrantes e os seus conceitos do que poderá constituir uma rede no ensino. Os convidados oriundos de vários países de língua portuguesa, como Cabo Verde, Angola e Brasil, apresentaram as linhas de orientação dos seus projetos. Das oito intervenções, destaca-se o Projeto PROEJA, que apontou para as diversas reflexões sobre as (emergentes) dificuldades e incertezas na educação (escolar) no Brasil. Elaine de Jesus Araújo, do Instituto Federal do Maranhão, identificou três pontos importantes:

  • Investigar alunos e professores para entender melhor o contexto escolar;
  • Entender a exclusão social/baixa escolaridade;
  • Reformar o(s) pensamento(s) e as consciências sociais;

A apresentação de Gionara Tauchen, representante da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, tratou dos desafios relacionados à cooperação internacional no âmbito da triangulação Brasil-Moçambique-Cabo Verde. Destacou as questões de localização e do tempo, bem como as questões dominantes da internacionalização, que necessitam de maior viabilidade e melhores propostas. O objetivo principal do projeto é a partilha em consórcio através de uma instrumentalização e articulação de uma cosmovisão assente na integração cultural e na pesquisa horizontal e colaborativa, ampliando as possibilidades de articulação disciplinar na compreensão de fenômenos ambientais. Outro objetivo é o de lançar a investigação de tipo guarda-chuva com uma temática ampla, e vários desdobramentos, fundamentada na inovação curricular, na pesquisa qualitativa e quantitativa, e na ampliação da produção científica, apostando na utilização de metodologias diferenciadas.

Davis Gouveia, fundador da UNIAREA, em Portugal, apresentou uma proposta já implementada sobre portais e search engines e explicou como este site tem facilitado para os jovens alunos em Portugal a busca de cursos superiores e outras alternativas ao ensino superior. Segundo Gouveia, faltava em Portugal este tipo de plataforma que desse a conhecer, com um simples clique, o mundo das ofertas no ensino superior e técnico. O lema do seu projeto é “mostrar ao mundo, o mundo das universidades portuguesas”. O plano futuro é alargar o projeto para outros territórios da comunidade CPLPiana, como Moçambique, Angola e Timor-Leste.

No que diz respeito ao tema “As Redes de Colaboração e Pesquisa Internacional com os Países Lusófonos e a Casa Brasil-África”, Hilton Silva, da Universidade do Pará, introduziu a plateia na sua universidade, fundada em 1957, salientando que a cooperação universitária encontra-se no topo da agenda da universidade. Essa universidade tem um protocolo de intenções com a Universidade Técnica de Moçambique e goza de uma relação forte e sólida com a Universidade de Cabo Verde. Explicou que sua universidade tem sido palco de uma intensa troca de discentes e docentes. E introduziu os participantes a um dos mais recentes projetos de parceria com a UNILAB, designado ECOSS. Este projeto visa à criação de um centro de referência para a educação de jovens e adultos na perspectiva da cooperação Sul-Sul e busca a apropriação da história ancestral. Igualmente pretende potencializar a produção de outros e novos conhecimentos/olhares, a fim de abrir caminho para a descoberta de outros mundos educativos. Por fim, a Casa do Brasil é o reconhecimento institucional das “Africanidades no Brasil”.

O tema “Português, uma língua com futuro”, contou com 9 apresentações. Houve uma convergência por parte da maioria dos palestrantes na questão do futuro da língua portuguesa. O que se tornou evidente é que a língua manifestamente se traduz em várias línguas em português. A pluralidade e a interculturalidade são conceitos importantes, necessitando de reflexão e outras abordagens. No âmbito do ensino, a língua portuguesa ocupa uma posição de ”primazia” (em Angola, 70% são usuários), contudo, começa a emergir a necessidade de promover e integrar as línguas nacionais (só em Moçambique existem mais de 30) e elevá-las de forma que possam ocupar uma posição de igualdade com o português, situação em evolução em Angola e Moçambique.

O Prof. Celso Prudente trouxe um olhar diferenciado ao debate, apelando para pensarmos a partir de outras línguas por via pedagógica do cinema negro, que também passa por enaltecer novas epistemologias que se “estabelecem na perspectiva da afirmação de uma nova imagem ética”. Contudo, a pergunta que o tema colocou aos palestrantes não deixou de ser inspiradora ou fonte de inspiração, disse um palestrante, que também nos permite pensar no valor identitário da língua dentro do contexto da CPLP. A língua portuguesa tem a possibilidade de “ajudar-nos a encontrar-nos”, a partir da sua pluralidade e diversidade, disse Camilo Cuna da Universidade Lúrio, Moçambique.

O dia terminou ao som da orquestra da Universidade de Macau, e um jantar oferecido por Cheong U, secretário para os Assuntos Sociais e Cultura do Governo da Região Administrativa Especial de Macau.

 

18 de Setembro de 2014: 2º dia do Encontro

Sendo o enfoque da UNILAB-RIPES a internacionalização do ensino superior público, é natural que algumas comunicações tivessem maior impacto e importância do que outras. Salientam-se as experiências vividas da internacionalização das universidades em Moçambique. Uma questão central enfrentada pela universidade hoje é o novo espaço em que se encontra: o mundo dos mercados, que expõe diretamente a universidade a riscos que advêm desse mundo de fluxos e instabilidade. Hoje o ensino superior está a ser transformado em mercadoria, disse Tito Fernandes da Universidade Lúrio em Moçambique: “temos a capitalização do ensino superior”, comentou o mesmo, que resulta numa situação inédita para a universidade. Contudo, a ideia que parece ter ficado no ar em relação a este tema é que África (dos países de língua portuguesa), ciência e a internacionalização acarretam benefícios e riscos. A internacionalização traz benefícios, porque é geralmente pensada em termos de compromissos associados a assuntos nacionais, regionais e até globais. Ao mesmo tempo, se procura melhorar os programas e as faculdades, essencialmente a partir de boas práticas, que a participação em redes internacionais pode proporcionar. Mas, a internacionalização do ensino superior é algo complexo e requer um nível de objetividade reflexivo que por si deveria produzir efeitos que reflitam as necessidades dos intervenientes membros de uma rede. Qual é o perigo? Ele está, segundo Tito Fernandes, em certas competências e/ou interesses dos externos que se poderão sobrepor à colaboração e aos interesses internos dos países.

Depois do almoço oferecido pelo Instituto Politécnico de Macau, a tarde se iniciou com o tema “Instituto Internacional de Macau, China e Brasil”, sob o qual a comunicação da UNILAB-PROINST estava inserida.

A questão do ensino do português na China foi abordada. Está aparentemente em grande expansão desde o ano 2000. Apesar de não se sentir ou ouvir o português em Macau, a língua portuguesa está presente nas vias públicas e mantém-se como língua judicial e umas das línguas supostamente oficiais ao lado do cantonês e do mandarim. O inglês ocupa uma posição semelhante ao português, em Macau. Enquanto algumas universidades conceituadas chinesas gozam de parcerias com universidades portuguesas: Universidade de Lisboa, Universidade de Coimbra, Universidade do Minho e o Politécnico de Leiria, até ao momento, nenhuma tem explorado parcerias com universidades em África de língua Portuguesa, sendo a exceção o Instituto Confúcio, que goza de boas relações com algumas e se encontra representado em alguns países em África.

A comunicação da UNILAB foi repartida entre a Magnífica Reitora Nilma Lino Gomes e o Prof. Dr. Cássio F. Rubio, Pró-Reitor de Relações Institucionais. Foi dado a conhecer a UNILAB pela voz da Reitora Nilma L. Gomes: historia, trajetória, localização, estrutura e missão como polo de cooperação acadêmica Sul-Sul. O Prof. Dr. Cássio F. Rubio apresentou o Projeto RIPES, explicitando o seu contexto, eixos estratégicos e o plano de trabalho para o ano de 2015. Falou dos parceiros da Rede e terminou evocando que um dos maiores desafios que a RIPES enfrenta está no cerne da questão da cultura de cooperação (ver cópia da comunicação em Power Point em anexo).

Ainda no dia 18 de setembro foi realizada a Assembleia Geral da AULP, para apresentação do balancete financeiro e administrativo da gestão atual. Houve ainda a eleição da nova gestão para o triênio 2015-2017. Nessa Assembleia, a UNILAB, representada por sua Magnífica Reitora Nilma Lino Gomes, foi eleita vogal do Conselho de Administração da AULP. Seguem, na sequência, os eleitos na Assembleia:

Presidente
Prof. Dr. Rui Martins – Vice-Reitor da Universidade de Macau

Vice-Presidente
Prof. Dr. Jorge Ferrão – Reitor da Universidade Lúrio

Vice-Presidente
Prof. Dr. Jaime Arturo Ramirez – Universidade Federal de Minas Gerais

Vice-Presidente
Prof. Dr. João Gabriel Silva – Universidade de Coimbra

Vice-Presidente
Prof. Dr. Abraão Mulangi – Universidade Mandume ya Ndemufayo

1º Vogal Efetivo
Profª Drª Judite Nascimento – Universidade de Cabo Verde

2º Vogal Efetivo
Prof. Dr. Lourenço do Rosário – Universidade Politécnica de Moçambique

3º Vogal Efetivo
Prof. Dr. Albano Ferreira – Universidade Katyavala Bwila de Angola

4º Vogal Efetivo
Prof. Dr. João Sobrinho Teixeira – Instituto Politécnico de Bragança – Portugal

5º Vogal Efetivo
Profª Drª Nilma Lino Gomes – Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira

1º Vogal Suplente
Prof. Dr. Peregrino Costa – Instituto Politécnico de São Tomé e Príncipe

2º Vogal Suplente
Prof. Dr. Rui Jandi – Universidade Lusófona da Guiné-Bissau

3º Vogal Suplente
Prof. Dr. Aurélio Guterres – Universidade Nacional de Timor-Leste

4º Vogal Suplente
Profª Drª Angela Engelbrech – Pontifícia Universidade Católica de Campinas

 

19 de Setembro de 2014: 3º dia do Encontro

Além de outras pequenas apresentações e da entrega do prêmio Fernão Mendes Pinto a três doutorandos da Universidade de Coimbra e da Universidade de Lisboa, a manhã foi passada com uma interessante apresentação sobre a recém-constituída parceria de inovação para a valorização dos recursos naturais dos países de língua portuguesa, da qual participam ativamente as Universidades de Sevilha, Santiago de Compostela, Lyon, Sheffield e outras. Essa parceria tem como objetivo a valorização sustentável de recursos naturais que passa essencialmente pela organização da oferta institucional, científica e tecnológica, e promove a inovação através da constituição de nichos destinados à industrialização do setor farmacêutico e agroalimentar. O momento propiciou aos presentes a possibilidade de se associar à iniciativa. Várias instituições, por meio de seus representantes, mostraram interesse em formalizar algum entendimento, nomeadamente as Universidades Lúrio, Agostinho Neto, Cabo Verde, Aveiro, Évora, Aberta, UNILAB e outras.

Foi oferecido um almoço pelo Instituto de Formação Turística de Macau, na Escola do Instituto.

A tarde contou com um pequeno passeio pelos pontos histórico-turísticos de Macau.

 

20 a 22 de Setembro de 2014

Por motivos de morosidade na autorização de compra de passagens e diárias em hotéis por parte de quem de direito na CPLP, a equipe UNILAB-RIPES ficou sujeita a permanecer em Macau durante mais três dias, além do planejado em cronograma inicial. Aproveitou-se para resolver algumas questões pontuais relacionadas à Reitoria da UNILAB e para promover encontros estratégicos com gestores de universidades parceiras das RIPES, como a Universidade Pedagógica e a Universidade Zambeze, ambas de Moçambique.

 

Deslocamento – 23 a 25 de setembro de 2014

A equipe partiu de Macau no dia 23 de setembro. Depois de uma paragem em Dubai, seguiu-se para Lisboa. A equipe chegou a Lisboa na tarde do dia 24 de setembro. No dia 25, a equipe teve uma reunião com elementos da DAF e DirCOOP na SECPLP para uma sessão de esclarecimentos (em ata: Missão do Brasil e RIPES já distribuída). A Magnífica Reitora Nilma Lino Gomes e o Prof. Dr. Cássio Florêncio Rubio seguiram para o aeroporto depois da reunião, já de regresso à cidade de Fortaleza-CE, Brasil.

 

Contatos Estabelecidos:

  • Paulo Maria Bastos da Silva Dias, Reitor da Universidade Aberta de Portugal;
  • Cândido do Carmo Azevedo, do Instituto Politécnico de Macau;
  • José Luís Mateus Alexandre, Vice-Reitor para Área Científica da Universidade Mandume ya Ndemufayo, Angola;
  • Seana Insa Daúd, Diretora do Gabinete de Cooperação e Relações Públicas da Universidade Lúrio, Moçambique;
  • Walter Rossa, do Centro de Estudos Sociais da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, Portugal;
  • Adério Fernandes Marcos, da Universidade Aberta de Portugal;
  • Mbunga Nzinga David, Pró-Reitor de Cooperação da Universidade Kimpa Vita, Angola;
  • Davis Gouveia, Diretor e fundador da UniÁrea, Portugal;
  • Rogério Rei, Diretor de Serviços da Associação das Universidades de Língua Portuguesa, Portugal;
  • Peregrino Costa, Reitor da Universidade de São Tomé e Príncipe;
  • Christian Puhlmann Brackmann, Assessor de Relações Internacionais do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Farroupilha, Brasil;
  • Jorge Ferrão, Presidente da Associação das Universidades de Língua Portuguesa e Reitor da Universidade Lúrio, Moçambique;
  • Rui Martins, Vice-Presidente da Associação das Universidades de Língua Portuguesa e Vice-Reitor da Universidade de Macau;
  • Judite Nascimento, Reitora da Universidade de Cabo Verde;
  • Nobre dos Santos, Reitor da Universidade Zambeze, Moçambique;
  • Sandra Regina Goulart Almeida, Vice-Reitora da Universidade Federal de Minas Gerais, Brasil;
  • Pedro Ângelo Almeida Abreu, Reitor da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuripe, Brasil;
  • Sarifa Fagilde, Diretora do Gabinete de Relações Internacionais da Universidade Pedagógica de Moçambique;
  • Rogério Uthui, Reitor da Universidade Pedagógica de Moçambique.

 

Alguns Resultados da Missão:

  • A UNILAB foi nomeada para 5º Vogal Efetivo do Conselho de Administração (CA) da AULP: triênio 2015-2017. Salienta-se o marco que a nomeação representa, visto que poucas universidades brasileiras gozam desse privilégio. O Conselho de Administração é o órgão de direção da atividade da AULP, fazendo cumprir as decisões da Assembleia Geral. O CA é composto pelo Presidente da Associação, um Secretário-Geral, 4 Vice-Presidentes, 5 vogais efetivos e 4 vogais suplentes.
  • Foram apresentadas, no encontro, a UNILAB e a RIPES, o que contribui para a divulgação do estágio atual da instituição e também das ações implementadas pela RIPES, além das ações futuras entre os parceiros.
  • Foram realizados novos contatos com universidades públicas, a fim de alargar as parcerias com a RIPES.
  • Houve maior aproximação com as universidades membros da RIPES, presentes no XXIV Encontro da Associação das Universidades de Língua Portuguesa – AULP.

  

Nilma Lino Gomes
Magnífica Reitora da UNILAB

Cássio Florêncio Rubio
Pró-Reitor de Relações Institucionais (PROINST/UNILAB)

Carla Paiva
Gestora do Projeto RIPES

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