Economia não petrolífera de Timor-Leste deverá crescer em 2014 e 2015

A economia não petrolífera de Timor-Leste vai continuar crescendo significativamente em 2014 e 2015, impulsionada pelos investimentos do Governo e pelo crescimento do setor privado, de acordo com a Perspectiva Asiática de Desenvolvimento para 2014 (ADO 2014) do Banco Asiático de Desenvolvimento (ADB). É esperado um crescimento do PIB na ordem dos 8,5% para os próximos dois anos, um aumento modesto do crescimento de 8,0% registado em 2013.

“O maior desafio para os desenvolvedores de políticas públicas é traduzir a riqueza petrolífera em empregos e serviços que produzem o crescimento sustentável e inclusivo”, disse Shane Rosenthal, diretor nacional do ADB para Timor-Leste. E acrescentou que: “isto vai exigir investimentos significativos a longo prazo em Educação, capacitação e infraestruturas como estradas, abastecimentos de água e eletrificação. O ADB é um parceiro empenhado nestes investimentos”, revelou

Em comunicado consultado pela PNN, o ADB disse que tem visto nos últimos uma moderação da inflação em Timor-Leste desde as taxas de crescimento de dois dígitos, entre 2007 e 2011, bem como a diminuição dos gastos do Governo, que anualmente totalizam mais de 80% do PIB não petrolífero, com a maioria dos gastos financiados por royalties do petróleo.

O campo de gás do mar Bayu-Udan traz 95% dos royalties do petróleo e gás de Timor-Leste, mas as previsões de produção agora sugerem que tenha atingido o pico em 2012 e as reservas no campo podem esgotar-se até 2021 – quatro anos antes do que se pensava anteriormente. O ajuste modesto no fluxo futuro esperado dos royalties do petróleo é a oportunidade dos esforços do Governo para ajustar os seus planos de investimento a longo prazo, disse o ADB.

Embora o orçamento de 2013 sugerisse aumentos nos investimentos de capital público em mais de 800 milhões de dólares previstos, atrasos na implementação do projeto resultou em apenas 43% desses recursos a serem gastos. O orçamento para 2014 prevê um aumento de 38% nas despesas correntes e de 47% no investimento de capital do Governo. No entanto, devido às despesas reais ficaram aquém dos valores orçamentados nos últimos anos, bem como o efeito dessa despesa sobre o crescimento e a inflação é difícil de avaliar.

Além do crescimento impulsionado pelo gasto público, uma expansão de 13,6% no crédito ao setor privado e o aumento do investimento direto estrangeiro têm apoiado significativamente o crescimento dos negócios. Estatísticas comerciais sugerem que este crescimento foi concentrado em serviços tais como varejo, comércio, transporte e comunicações. No entanto, os mercados financeiros continuam subdesenvolvidos em relação ao crédito petrolífero ao setor privado em relação ao PIB não petrolífero, de apenas 11,3%.

De acordo com o ADB, a inflação moderou em 2013 como resultado da descida dos gastos do Governo, a valorização do dólar dos EUA contra muitos dos principais parceiros comerciais do país, e os preços internacionais mais baixos dos alimentos. Estes fatores marcaram uma inversão da tendência de aumento da inflação, registada desde 2011. A inflação média anual caiu para 9,5% em 2013, contra 10,9 % em 2012.

Fonte: Timor Digital via ASSECOM/UNILAB

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